O curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana (UFN) realizou a primeira atividade do Projeto Platôs: Uma cartografia do ensino de publicidade no cenário contemporâneo brasileiro, iniciativa coordenada pela professora doutora Ariadni Loose e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS).

Intitulada “Quem pode ser visto(a)? Diversidade, representação e visibilidade na cultura digital”, a atividade foi conduzida por Vitória K. Rodrigues Pereira, publicitária formada pela UFN, mestra em Comunicação Midiática e doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A pesquisadora atua especialmente com questões relacionadas à diversidade, equidade e inclusão, a partir das bases da justiça social no ensino e no trabalho em publicidade. A atividade aconteceu no dia 1 de setembro, das 8h às 10h, para a disciplina de Cultura Digital, além de também ter sido aberta para a participação dos demais estudantes do curso.

O bate-papo propôs uma reflexão sobre a maneira como a cultura digital influencia aquilo que vemos — e também aquilo que permanece invisibilizado. A partir de imagens relacionadas ao mercado publicitário, à produção de conteúdo e às plataformas digitais, Vitória provocou os participantes a pensar sobre quem aparece, como aparece e quem possui o poder de produzir e fazer circular determinadas representações.

Ao longo da conversa, algumas perguntas orientaram a reflexão: Quem aparece? Como aparece? Quem decide quem e como aparece? O que significa ser visto? Quem pode produzir sua própria representação? E qual é o papel dos publicitários e publicitárias nesse processo?

Um movimento do Platô 2

A atividade integra o Platô 2 – Pedagogias do ensino de Publicidade, um dos três movimentos que estruturam o Projeto Platôs. Essa etapa busca ampliar o conhecimento sobre pedagogias da comunicação relacionadas às transformações, à inovação e à criatividade no ensino de publicidade, por meio da observação e experimentação de diferentes práticas pedagógicas.

O projeto parte da compreensão de que o ensino de publicidade também precisa acompanhar as transformações nos modos de atenção, criação, aprendizagem e produção de sentido que caracterizam o cenário contemporâneo. 

A realização da atividade “Quem pode ser visto(a)?” marca, assim, um dos primeiros movimentos do projeto na direção de uma formação que não apenas acompanha as transformações da publicidade, mas também cria espaços para questioná-las, experimentá-las e compreendê-las criticamente.

Fotos: Thine Feistauer (Labfem- Laboratório de Fotografia e Memória da UFN)

Leia também